Ato Contra o Golpe em Porto Alegre

Centenas de pessoas se reuniram na manhã desta quinta-feira (17) na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, para participar de ato em “defesa da legalidade democrática” e para manifestar o apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), com a participação de lideranças sindicais e deputados e vereadores do PT e do PCdoB, o ato teve falas de denúncia contra “o golpismo” e com fortes críticas à cobertura da mídia, especialmente da Rede Globo, sobre a divulgação dos áudios de grampos telefônicos feitos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Os golpistas utilizaram ontem tudo que poderiam utilizar para causar uma comoção popular a favor do golpe. Passaram por cima de lei, transgrediram. Não tem nada de sério, de grave, naquelas citações feitas por telefone, o que tem ali são versões passadas de forma muito bem montada midiaticamente para causar comoção”, afirmou o presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT-RS), Claudir Nespolo. “Tiveram, obviamente, uma resposta das pessoas, que estão indignadas com a política, não só com a Dilma, com o PT, por conta do tema da corrupção, mas uma resposta infinitamente inferior do que poderia ter sido com aquela carga, aquela violência de informação golpista que eles passaram ontem, apoiada no juiz Moro e nos vazamentos da Polícia Federal”, complementou.


Em sua fala, o deputado estadual Valdeci Oliveira (PT) pediu que o governo federal retirasse toda a publicidade da
Globo e de outros “golpistas”.Nespolo criticou a cobertura da Rede Globo e dos demais canais de televisão, afirmando que eles dificultam, inclusive, a comunicação dos sindicatos com suas bases. “Não podemos contar com nenhum canal de televisão, porque todos eles estão com o golpe”, disse. “A nossa base social está nervosa porque está pedindo mudanças na política do governo há bastante tempo. Estamos convencendo a nossa base social de que as nossas broncas com o governo Dilma é nada perto da agenda dos golpistas, que querem efetivamente precarizar o mundo do trabalho. Praticamente todos os microfones da grande imprensa estão a serviço dos golpistas e nós temos uma dificuldade imensa de fazer chegar nas nossas bases, a não ser pelos nossos informativos próprios, as informações reais do que está acontecendo”.

Por sua vez, a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB) traçou paralelos entre o atual momento vivido pelo Brasil e o contexto que precedeu o golpe militar de 1964. “Eles não voltarão a governar o país no tapetão, afirmou Manuela D’Avila. “Não vamos deixar se repetir 1964”, complementou.

“O Lula já é ministro, o governo já é mais forte, nós vamos resistir”, afirmou o deputado estadual Tarcisio Zimmermann. “Nós conhecemos a direita, eles não querem a investigação na RBS, na Gerdau, na Fiesp”, complementou.

Não há números oficiais, mas centenas de pessoas participaram do ato. Além das falas de políticos e de líderes sindicais, a todo momento os manifestantes puxavam cantos como “Não vai ter golpe, vai ter luta”, “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, “O Povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” e o hino nacional.

Fonte: Sul 21