Lula: “É muito importante não brincar com a democracia.”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (28/03) acreditar que a presidenta Dilma Rousseff deve sobreviver à crescente pressão que tem sofrido no Congresso Nacional pelo seu impeachment.

Em entrevista coletiva para jornalistas de veículos internacionais, ele afirmou que a democracia do Brasil estará em risco caso o processo de impedimento de Dilma seja aprovado.

Abaixo trechos da entrevista conforme a cobertura jornalística.

Dilma e Impeachment

Lula voltou a defender Dilma e disparou contra os apoiadores do impeachment da presidente. “Impeachment sem base legal, sem crime de responsabilidade, é golpe”, disse Lula aos correspondentes. “É muito importante não brincar com a democracia.”

Lula acusou a oposição a Dilma de impedir que a presidente governe e a mídia de criar um clima de ódio no país, que ele comparou com a situação vivida na Venezuela.

PMDB

Quanto ao PMDB, Lula avalia que é possível a presidente Dilma governar com apoio de parte da legenda, mas sem concordância do comando da sigla. Desta forma, para o ex-presidente Dilma poderá resistir ainda que parte do PMDB decida deixar o governo.

Lava Jato

Sobre a Lava Jato, Lula afirmou que a divulgação de conversas suas, com autorização do juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos em primeira instância, foi “deprimente”, “pobre” e de “má fé”, e criticou o que chamou de “Big Brother” nos métodos investigativos da operação.

Pra o ex-presidente, “Moro é inteligente e competente, mas foi picado pela mosca azul”.  Lula disse que “não está longe” o dia em que irão lhe pedir desculpas pelas acusações que fazem hoje

Big Brother

O ex-presidente, que teve conversas interceptadas pela Polícia Federal em meio às investigações da Lava Jato e divulgadas pela Justiça, criticou o que chamou de “Big Brother” nos métodos investigativos da operação e defendeu as ações tomadas durante seu mandato, entre 2003 e 2010, para fortalecer a Polícia Federal e a liberdade de investigação

Imprensa Mundial Participa da Coletiva

A coletiva contou com a presença de jornalistas de 12 países das Américas do Norte e do Sul, África, Europa e Ásia, entre os quais El País, Wall Street Journal, Financial Times, El Telegrafo, Telam, Reuters, TV ARTE, Agência Lusa, The Guardian, CCTV, Telesur, The Hindu, EFE, Die Zeit, AP, La Nación, Le Monde, The New York Times e LA Times.

Fonte: EBC, Reuters e Instituto Lula.