Turquia: tentativa de golpe deixa ao menos 161 mortos; 2,8 mil militares são presos

Após uma madrugada de explosões, tiroteio e tanques pelas ruas de Ancara e Istambul, o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, afirmou na manhã desta sábado (16) que a tentativa de golpe militar foi impedida e que seu governo permanecia no comando do país. Como saldo da noite de confrontos entre uma parte do Exército local e as forças de segurança leais a Erdogan, ao menos 161 pessoas morreram 1.440 ficaram feridas ao redor do País, segundo informa a rede de notícias CNN. Além disso, 2.839 militares foram presos, muitos deles após se renderem nesta manhã, segundo confirmou o gabinete da presidência da Turquia.

A tentativa de golpe foi deflagrada pelos militares no final da noite de sexta-feira (horári_90417407_d0cf0d4b-2274-4178-8356-cfac3b1dffb3o local). Com o apoio de tanques e helicópteros, uma parte rebelde do Exéricito assumiu a TV estatal e anunciou a tomada do poder, impondo a lei marcial e um toque de recolher. Na sequência, foram registrados ataques à sede do órgão de inteligência turco, ao prédio do Parlamento do país e a um resort na cidade portuária de Marmaris, onde Erdogan estaria.

Na sequência, os militares prenderam policiais e forças leais ao governo e foram registrados diversos confrontos entre as duas partes pelo país.

A maré começou a virar quando Erdogan entrou ao vivo na CNN Turquia – tendo sua fala via rede social com o apresentador de um noticiário transmitida por um aparelho celular – para pedir que seus apoiadores fossem às ruas defender o regime. Horas mais tarde, ele desembarcou no aeroporto de Istambul, sendo recepcionado por uma multidão em plena madrugada (por volta das 4h), e reforçou o pedido.

A essa altura, dezenas de soldados que atuaram em favor do golpe já tinham deixado seus tanques e imagens de televisão já mostravam civis tomando conta dos blindados. Pela manhã, Erdogan voltou a dar um discurso, também acompanhado por uma multidão, decretando que a situação estava sob controle.

“Uma minoria dentro das forças armadas, infelizmente, tem sido incapaz de digerir a unidade da Turquia”, disse Erdogan ao canal de televisão privado NTV. Ele acrescentou: “O que está sendo perpetrado é uma rebelião e uma traição. Eles vão pagar um alto preço por sua traição à Turquia “.

Na entrevista, o presidente turco deu a entender que os conspiradores tinham tentado assassiná-lo, referindo-se a um bombardeio que ocorreu em um resort mediterrâneo na cidade portuária de Marmaris. “Parece que eles pensaram que eu estava lá”, disse o presidente.

De acordo com o Ministério do Interior, 5 generais e 29 coronéis foram afastados das suas funções.

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*Com informações da Agência Brasil